Um policial militar foi flagrado em vídeo agredindo um morador de rua na Praça Floriano, no Centro do Rio, no último domingo. As imagens foram feitas por um jovem que estava no restaurante Chopperia Cinelândia, por volta das 17h,. Segundo o relato do leitor, o PM passava de camburão pelo local e foi chamado por um funcionário do comércio para retirar o morador de rua, que pedia comida aos clientes.
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- O homem se recusou a sair. O PM, então, o xingou. O morador de rua xingou de volta. O policial, então, foi até o camburão, pegou o cassetete e bateu no sujeito - contou o jovem, que pediu para não ter a identidade revelada.
Segundo ele, o morador de rua tinha uma deficiência em um dos braços e parecia ter problemas mentais. Depois de bater no homem, que mesmo assim não deixou o local, o policial pediu um balde d’água a um funcionário do restaurante e recebeu. Ele, então, jogou o conteúdo no morador de rua.
- No vídeo, só aparece ele jogando um balde d’água, mas foram dois. Não consegui gravar tudo pois a toda hora o PM olhava na minha direção - contou o leitor.
O jovem alega ter registrado a ação do policial, apesar do medo de represálias, por ter ficado revoltado com a postura do agente:
- Foi uma falta de respeito muito grande. Ele sabia que o morador de rua não tinha ninguém para defendê-lo. Foi uma demonstração clara de descontrole por parte de uma pessoa que estava lá para proteger a população e não agir daquela maneira.
O leitor disse que, quando deixou o restaurante, logo após ter feito as imagens, o morador de rua continuava no local.
- Fiquei só pensando no que pensaram os turistas que estavam no restaurante vendo o que aconteceu. Qual a imagem que eles levam da polícia do Rio de Janeiro. A pior, sem dúvidas, não é? - disse ele.
As imagens foram encaminhadas à PM que, em nota, informou que "a Corregedoria Interna da Polícia Militar vai identificar o policial do vídeo e abrir um Inquérito Policial Militar para investigar e tomar as medidas cabíveis nesse caso".
O responsável pela Chopperia Cinelândia foi procurado para se pronunciar sobre o comportamento do funcionário que entregou o balde d'água ao PM, mas o estabelecimento informou que ele estava numa reunião que não poderia ser interrompida.
FONTE: EXTRA

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